domingo, 14 de julho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Conversa de Ponto de Ônibus
Duas senhoras na faixa dos 50 anos e outra ainda jovem com os dois filhos pequenos aguardam o onibus.
Após 15 minutos de espera, a mais jovem abaixa-se para falar com os filhos.
Meus queridos, a mãe tem que ir trabalhar, o onibus está atrasado e não vou poder colocar vocês no Onibus.
Faltam apenas 5 minutos para eu bater meu ponto.
Aqui está os passes, peguem o Onibus, saltem no ponto onde sempre saltam, quando chegarem em casa
Tomem banho e comam a comida que está no microndas, escovem os dentes e deitem na cama da mãe para ver TV.
falando isto, beijou as duas crianças e se foi.
A menina aparentava seus 8 anos e o menino uns 6, trajavam uniformes de escola publica.
As duas senhoras observavam a cena.
Ao ver a jovem se afastar, uma comentou com a outra:
Da uma pena ver esta cena, muito isto aconteceu Comigo.
Ainda jovem meu marido me largou por outra, e eu fiquei com meus dois filhos para Criar.
Precisava trabalhar, para dar-lhes casa, comida e roupas.
Trabalhei em casa de Familia a Minha vida inteira para criar os dois.
Naquela época não tinha o Celular para ligar e saber como eles estavam
e eu trabalhava o dia todo com o coração nas mãos, preocupada em como eles estavam.
Quando minha filha mais velha fez 14 anos, eu consegui um emprego para ela na PROMENOR.
E fui orientando, depois ela fez um curso técnico, conseguiu um bom emprego, e pode fazer uma faculdade.
Para facilitar a vida dela, eu dava todo mês o passe para a universidade e pagava a sua alimentação.
E assim ela se formou, hoje está com 27 anos,
Meu filho eu agi do Mesmo geito, mas é bem mais novo que ela, tem 21 anos, ainda está fazendo Universidade.
E eu ainda o ajudo com as despesas para que possa se formar.
A Outra senhora ouvia tudo, e apenas Fazia gestos de Cabeça.
Mas lá dentro recordava o quanto tinha sido dificultoso criar os três filhos sózinha.
aPÓS O Relato da senhora ela perguntou a mesma.
E hoje? seus filhos reconhecem o seu sacrifício? São Bons filhos?
A senhora olhou nos olhos dela e respondeu.
Senhora, eles são gente de Bem, trabalhdores e esforçados.
Mas não posso dizer que são Bons filhos.
Minha filha de 27 anos tem carro, Mas se preciso ir no mercado ou num médico tenho que ir de onibus.
Assim que ela teve melhor condição financeira, tratou de Comprar um apartamento Pra ela.
Deixando eu e o irmão morando na casinha simples e velha, onde os criei.
Eu quase não a vejo, ela só me procura se precisa de Mim para algo.
Já meu filho ainda mora comigo, já comprou o carro dele.
e continuo andando de Onibus, e levando minhas compras nas costas, como sempre fiz.
Portanto sei que com o passar do tempo fará o mesmo que a irmã fez.
Não senhora, eles não são bons filhos, e tão pouco reconhecem nada do que fiz por eles.
Mas quer saber? Entrego nas mãos de Deus.Ele sabe tudo que passei ao longo destes anos.
A outra senhora abriu um leve sorriso.E apenas disse, com certeza.
O onibus chegou e Com ele levou as duas Crianças, E duas Mães sofridas.
A senhora que havia relatado sua triste história sentou mais ao fundo.
A que ouvira o relato, sentou e abriu a bolsa e retirou de dentro um envelope
onde se Lia, Neoplasia.
Fechou seus olhos e recordou todos os dias de Sua vida desde que se separara e ficara com os três filhos
Ainda pequenos.
Vislumbrou cada alegria e cada Sofrimento pelo qual tinha passado.
Recordou as tantas vezes que havia estado ao lado dos filhos quando a vida os contrariava.
Lembrou as tantas vezes que havia sido amparo.
E neste momento, o único amparo que tinha era o velho e companheiro assento do ônibus.
Após 15 minutos de espera, a mais jovem abaixa-se para falar com os filhos.
Meus queridos, a mãe tem que ir trabalhar, o onibus está atrasado e não vou poder colocar vocês no Onibus.
Faltam apenas 5 minutos para eu bater meu ponto.
Aqui está os passes, peguem o Onibus, saltem no ponto onde sempre saltam, quando chegarem em casa
Tomem banho e comam a comida que está no microndas, escovem os dentes e deitem na cama da mãe para ver TV.
falando isto, beijou as duas crianças e se foi.
A menina aparentava seus 8 anos e o menino uns 6, trajavam uniformes de escola publica.
As duas senhoras observavam a cena.
Ao ver a jovem se afastar, uma comentou com a outra:
Da uma pena ver esta cena, muito isto aconteceu Comigo.
Ainda jovem meu marido me largou por outra, e eu fiquei com meus dois filhos para Criar.
Precisava trabalhar, para dar-lhes casa, comida e roupas.
Trabalhei em casa de Familia a Minha vida inteira para criar os dois.
Naquela época não tinha o Celular para ligar e saber como eles estavam
e eu trabalhava o dia todo com o coração nas mãos, preocupada em como eles estavam.
Quando minha filha mais velha fez 14 anos, eu consegui um emprego para ela na PROMENOR.
E fui orientando, depois ela fez um curso técnico, conseguiu um bom emprego, e pode fazer uma faculdade.
Para facilitar a vida dela, eu dava todo mês o passe para a universidade e pagava a sua alimentação.
E assim ela se formou, hoje está com 27 anos,
Meu filho eu agi do Mesmo geito, mas é bem mais novo que ela, tem 21 anos, ainda está fazendo Universidade.
E eu ainda o ajudo com as despesas para que possa se formar.
A Outra senhora ouvia tudo, e apenas Fazia gestos de Cabeça.
Mas lá dentro recordava o quanto tinha sido dificultoso criar os três filhos sózinha.
aPÓS O Relato da senhora ela perguntou a mesma.
E hoje? seus filhos reconhecem o seu sacrifício? São Bons filhos?
A senhora olhou nos olhos dela e respondeu.
Senhora, eles são gente de Bem, trabalhdores e esforçados.
Mas não posso dizer que são Bons filhos.
Minha filha de 27 anos tem carro, Mas se preciso ir no mercado ou num médico tenho que ir de onibus.
Assim que ela teve melhor condição financeira, tratou de Comprar um apartamento Pra ela.
Deixando eu e o irmão morando na casinha simples e velha, onde os criei.
Eu quase não a vejo, ela só me procura se precisa de Mim para algo.
Já meu filho ainda mora comigo, já comprou o carro dele.
e continuo andando de Onibus, e levando minhas compras nas costas, como sempre fiz.
Portanto sei que com o passar do tempo fará o mesmo que a irmã fez.
Não senhora, eles não são bons filhos, e tão pouco reconhecem nada do que fiz por eles.
Mas quer saber? Entrego nas mãos de Deus.Ele sabe tudo que passei ao longo destes anos.
A outra senhora abriu um leve sorriso.E apenas disse, com certeza.
O onibus chegou e Com ele levou as duas Crianças, E duas Mães sofridas.
A senhora que havia relatado sua triste história sentou mais ao fundo.
A que ouvira o relato, sentou e abriu a bolsa e retirou de dentro um envelope
onde se Lia, Neoplasia.
Fechou seus olhos e recordou todos os dias de Sua vida desde que se separara e ficara com os três filhos
Ainda pequenos.
Vislumbrou cada alegria e cada Sofrimento pelo qual tinha passado.
Recordou as tantas vezes que havia estado ao lado dos filhos quando a vida os contrariava.
Lembrou as tantas vezes que havia sido amparo.
E neste momento, o único amparo que tinha era o velho e companheiro assento do ônibus.
quarta-feira, 13 de março de 2013
A verdade que muitos temem
Ao sete anos de idade fui levado por minha mãe, Teresa Romero Rivera, para um seminário jesuíta, onde iniciei meus estudos para ser um padre.Lembro que chorei muito e me agarrei á minha mãe, quando chegamos á porta; eu não queria entrar de jeito nenhum. Dois anos mais tarde, minha avó e duas tias foram me buscar, a conselho do médico, para o ultimo adeus á minha mãe, que estava á beira da morte. Eu, no entanto, disse que minha mãe era a Igreja e minha casa o seminário pois, sob os intensos ensinamentos dos padres jesuítas, eu havia mudado completamente. Segundo um dos votos mais sagrados, o da obediência, segui a ordem recebida do padre reitor e fui ver minha mãe, uma fiel seguidora dos princípios do catolicismo, devota da Virgem Maria, nunca tendo faltado a uma missa sequer. Ela desesperadamente, agarrou-se a mim pedindo que rezasse por ela, pois tinha muito medo; via monstros horríveis tentando agarrá-la para levá-la, após a morte, aonde pessoas estavam sendo queimadas. Suas visões não eram efeito de medicamentos, pois não fazia uso de nenhum. Morreu aos 32 anos, com uma expressão de horror marcando seu rosto. De volta ao seminário, após o enterro de minha mãe, quando dormia em meu quarto, alguém subiu na minha cama e começou a me beijar.era um dos meus colegas. Após quebrar-lhe o nariz com um soco, comecei a gritar que todos acorressem ao meu quarto. O padre reitor, mandando que todos se retirassem, mandou que eu ajoelhasse e confessasse meu “pecado”, por ter rejeitado o “amor de Deus que o colega tinha ido me oferecer”. Para minha surpresa, descobri que o homossexualismo existia em todo sistema, desde os sacerdotes até os cardeais. Pelo fato da Igreja Católica Romana não permitir o casamento de sacerdotes e freiras, problemas terríveis têm surgido. Em Madrid, em 1932, e em Sevilha, na Espanha, em 1934, foram encontrados esqueletos de bebês sepultados á volta dos conventos. Os presidentes Aznar e Azanha ordenaram uma minuciosa investigação em todo território nacional, em todos os monastérios, conventos, escolas católicas romanas e edifícios religiosos. Em 1936 encontraram um túnel ligando um convento de freiras a um monastério de sacerdotes. Corpos de bebês foram encontrados nesse túnel e os médicos legistas constataram que em quase todos eles a causa da morte foi estrangulamento. Naquele ano, espanhóis católicos enfurecidos destruíram muitos edifícios religiosos onde esses túmulos existiam. Aos 16 anos, durante uma aula no seminário, sem saber cometi o que era considerado uma afronta ao papa, questionando o fato do apóstolo Pedro ser considerado o primeiro Papa. ”Como pode Pedro ser a Rocha na qual a Igreja foi construída? Não é Jesus a Rocha?”, indaguei eu, inocentemente. Fui expulso da classe acusado de ser um herege comunista. Duas horas depois, o mesmo professor me chamou á sua sala e explicou que estava de pleno acordo com minha colocação, mas ninguém podia saber disso, para que ele não fosse punido pelos feitos. Disse-me que mais tarde eu compreenderia que existiam coisas as quais nunca deveriam ser ditas. Dr. Alberto Rivera, Ex-padre jesuíta
Origem do texto http://br.groups.yahoo.com/group/solascripturatt/message/1863
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Racismo
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá
grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às
outras.
Quem como eu tem perto de 60 anos vivenciou de perto o racismo.
Quem diz que não, é hipócrita ou sofre do mal de Alzheimer.
Quem diz que não, é hipócrita ou sofre do mal de Alzheimer.
Na minha cidade não é feriado no dia da Consciência Negra.
Não que eu ache que deveria ser feriado, mas creio que esta consciência deva ser plantada em todos.
Meu estado não foi um grande plantador da cultura do café.
Consequentemente eram poucos os negros na cidade.
A cultura no sul do Brasil é basicamente italiana e alemã, pessoas que na época da segunda guerra mundial buscaram asilo no Brasil, e se alojaram mais ao sul do Brasil.
Não que eu ache que deveria ser feriado, mas creio que esta consciência deva ser plantada em todos.
Meu estado não foi um grande plantador da cultura do café.
Consequentemente eram poucos os negros na cidade.
A cultura no sul do Brasil é basicamente italiana e alemã, pessoas que na época da segunda guerra mundial buscaram asilo no Brasil, e se alojaram mais ao sul do Brasil.
Assistindo ao filme” Estórias Cruzadas” o filme relata basicamente
o
Racismo entre mulheres negras e brancas.No Mississípi,EUA.
Me reportei a minha infância e juventude época onde pude de mais perto conviver com o racismo.
Lembrei de uma colega de escola, estudávamos na mesma sala e morávamos no mesmo bairro.
Portanto pegávamos o mesmo ônibus para irmos a escola.
Eu embarcava unas 5 paradas antes dela,e logo alguém sentava ao meu lado, então ela embarcava, sentava num banco e ia sozinha até a escola.
ninguém sentava perto dela, adultos ou crianças, faziam o trajeto em pé, para não sentar perto dela.
Isto no meu conceito é racismo.
E no colégio a coisa não era diferente, na ápoca eram usadas carteiras para dois alunos,
mas ela sentava sozinha.Porque nenhuma criança queria sentar perto dela.
Eu logicamente sentava na primeira carteira, por ser baixinha e enxergar muito pouco.
Quando havia trabalho a fazer em grupo, geralmente eu fazia com ela, além de morarmos perto, Noemi
“este era o nome dela, que coisa estranha, quase não lembro o nome dos colegas da época, mas o dela nunca esqueci”
Era muito inteligente e esforçada, trabalhos feitos por nós duas era 10 garantido.
Quando Noemi chegava a minha casa, lembro de minha mãe na porta de meu quarto dizendo...
“ Aquela tua colega Negrinha está ai”, não lembro de jamais minha mãe pronunciar o nome dela.
Pessoas negras eram pessoas de cor, como se branco não fosse cor, negro era.
Jamais vou esquecer de um episódio na minha juventude.
Eu e mais quatro amigas fomos a um baile, início dos anos 70.
Naquela época tínhamos carteirinhas dos clubes do bairro,
e quem tinha carteira, era sócio e não pagava ingresso.
na entrada uma das amigas foi barrada.Naquela época, negros e prostitutas eram igualados,não podiam frequentar os mesmos lugares que pessoas ''Normais''.
E esta amiga era mulata, três poderiam entrar, ela não.
Não tenho como exprimir aqui a minha indignação.
Lembro que ela ficou paralisada, não esboçou um gesto ou palavra.
Eu reagi instantaneamente, mesmo porque eu nunca fui de pensar antes de agir.
na porta mesmo rasguei minha carteirinha em meio a xingamentos contra o preconceito.
Imediatamente os amigos que estavam comigo,constrangidos fizeram o mesmo, e muitos que estavam na fila nos seguiram.
Rasgando as carteirinhas e abandonando o local.
Graças a Deus sempre fui uma anarquista.
Me reportei a minha infância e juventude época onde pude de mais perto conviver com o racismo.
Lembrei de uma colega de escola, estudávamos na mesma sala e morávamos no mesmo bairro.
Portanto pegávamos o mesmo ônibus para irmos a escola.
Eu embarcava unas 5 paradas antes dela,e logo alguém sentava ao meu lado, então ela embarcava, sentava num banco e ia sozinha até a escola.
ninguém sentava perto dela, adultos ou crianças, faziam o trajeto em pé, para não sentar perto dela.
Isto no meu conceito é racismo.
E no colégio a coisa não era diferente, na ápoca eram usadas carteiras para dois alunos,
mas ela sentava sozinha.Porque nenhuma criança queria sentar perto dela.
Eu logicamente sentava na primeira carteira, por ser baixinha e enxergar muito pouco.
Quando havia trabalho a fazer em grupo, geralmente eu fazia com ela, além de morarmos perto, Noemi
“este era o nome dela, que coisa estranha, quase não lembro o nome dos colegas da época, mas o dela nunca esqueci”
Era muito inteligente e esforçada, trabalhos feitos por nós duas era 10 garantido.
Quando Noemi chegava a minha casa, lembro de minha mãe na porta de meu quarto dizendo...
“ Aquela tua colega Negrinha está ai”, não lembro de jamais minha mãe pronunciar o nome dela.
Pessoas negras eram pessoas de cor, como se branco não fosse cor, negro era.
Jamais vou esquecer de um episódio na minha juventude.
Eu e mais quatro amigas fomos a um baile, início dos anos 70.
Naquela época tínhamos carteirinhas dos clubes do bairro,
e quem tinha carteira, era sócio e não pagava ingresso.
na entrada uma das amigas foi barrada.Naquela época, negros e prostitutas eram igualados,não podiam frequentar os mesmos lugares que pessoas ''Normais''.
E esta amiga era mulata, três poderiam entrar, ela não.
Não tenho como exprimir aqui a minha indignação.
Lembro que ela ficou paralisada, não esboçou um gesto ou palavra.
Eu reagi instantaneamente, mesmo porque eu nunca fui de pensar antes de agir.
na porta mesmo rasguei minha carteirinha em meio a xingamentos contra o preconceito.
Imediatamente os amigos que estavam comigo,constrangidos fizeram o mesmo, e muitos que estavam na fila nos seguiram.
Rasgando as carteirinhas e abandonando o local.
Graças a Deus sempre fui uma anarquista.
Acredito que se em menos de 50 anos vivíamos num regime racista, ele
ainda não apagou.
Mesmo que sejamos um país sem memória, ainda tem os que lembram.
Honestamente enquanto for viva quero sempre lembrar.
Porque ao longo da minha vida, vi coisas medonhas serem praticadas em nome do racismo.
Basta abrirmos um livro de história para termos certeza disto.
Não acredito em raças superiores ou inferiores, não acredito que a guerra leve a paz, como muitos acreditam.
Minha bandeira não é verde e amarela, minha bandeira sempre foi e sempre será a bandeira da Paz.
Almerinda Edite SilvaMesmo que sejamos um país sem memória, ainda tem os que lembram.
Honestamente enquanto for viva quero sempre lembrar.
Porque ao longo da minha vida, vi coisas medonhas serem praticadas em nome do racismo.
Basta abrirmos um livro de história para termos certeza disto.
Não acredito em raças superiores ou inferiores, não acredito que a guerra leve a paz, como muitos acreditam.
Minha bandeira não é verde e amarela, minha bandeira sempre foi e sempre será a bandeira da Paz.
25/02/2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Em Busca da Felicidade
Acho que tudo que envolve sentimentos é um pouco Polêmico.
Muitos estudiosos ao longo dos séculos tem buscado entender o que realmente é felicidade.
Mas eu acredito que a felicidade é um conjunto de fatores, que quando alcançados levam a felicidade.
O que é uma grande felicidade para uns, não é para o outro.
Porque cada ser atrela a felicidade a um estado, coisa, ou pessoa.
Ao longo de minha vida, conheci pessoas que achavam que só seriam felizes, se fossem amadas
Por esta ou aquela Pessoa. Ou seja, a sua felicidade estava, ou dependia de outra pessoa.
Outras que conheci achavam que sua Felicidade estava no poder.
A felicidade destas pessoas dependia de Poder Mandar. Se sentir superior a outros.
Isto para eles era a felicidade.
Também conheci pessoas que achavam que sua felicidade estava num bem móvel ou imóvel.
Carros, casas, sítios, apartamentos, barcos.
Para alguns esta é a felicidade.conseguir aquilo que almejam.
Ou seja, a felicidade para todos é atingir um alvo.
Mas todas as pessoas que conseguem atingir o seu alvo, aquilo que almejaram, depois de algum tempo
Percebem que a tal felicidade os deixou outra vez. Ou seja, a tal felicidade não é duradoura.
Ela deixa as pessoas"tão logo é encontrada".
E o que fica, é aquela sensação de vazio.
Com certeza alguns de nós já sentiu a Tal sensação.
Já escutei pregarem que este vazio só pode ser preenchido Por Deus.
E muitos depois de algum tempo correm para uma igreja e tornan-se evangelizadores.
Isto em todas as religiões. E muitos apregoam que preencheram seus vazios.
Mentira..... O vazio continua lá.Apenas trocaram o alvo.
Se antes era uma pessoa, poder, Bens. Agora é a sede de arrebanhar.
Quantos mais trouxerem para a igreja, mais felizes.
Dizem que a religião é um ópium, e eu acredito .
Mas temos muitos ópiuns no mundo de hoje, inclusive a internet.
Ao longo dos anos, depois de focar minha felicidade em pessoas, bens móveis e imóveis.
Viagens, trabalho.....enfim tantas coisas, descobri que a felicidade era uma coisa bem simples.
E que ela esta sempre ao alcance de Todos.
Na verdade, descobri que a felicidade mora em nós mesmos.
E que podemos senti-la no momento que quiser-mos.
Para o cego, a felicidade está em um dia poder ver.
Quando na realidade a felicidade está no poder tocar, sentir,poder ver com os olhos da Alma.
Coisa que nós que temos visão não fazemos.
Para o surdo, a felicidade está em poder ouvir.
Quando na realidade a felicidade deveria estar em poder se fazer entender e no entendimento do Outro.
Nós que temos audição, quase nunca nos importamos em entender o que o outro fala.
E também muitas vezes não conseguimos nos fazer entender, e até não fazemos questão disto.
Hoje, eu consigo me ver, Me ouvir, me entender.
Entrei em mim mesma, me compreendi. Dei a mim aquilo que eu realmente precisava.Compreensão.
Hoje me sinto Feliz quando leio um bom livro.Quando assisto um bom filme.
Quando sinto a brisa fresca bater no meu corpo.
Sou feliz quando vejo um dia nascer, ou o sol se pondo.
Quando vejo no céu negro a lua prateada rodeada do brilho das estrelas, eu me sinto feliz.
Hoje eu sou feliz porque compreendi que não posso atrelar minha felicidade a outra pessoa senão a mim mesma. Também hoje não deixo que as pessoas atrelem sua felicidade a minha pessoa.
Não gosto de ser causa de infelicidade , ou vazio.
Percebi que é isto que damos as pessoas, quando deixamos que atrelem sua felicidade a nóssa pessoa.
Procuro amar aos que me cercam. Mas se não sou amada por eles, continuo sendo feliz.
Porque minha felicidade não depende de pessoas, amadas ou não.
Minha felicidade não depende de Ninguém, de dinheiro, status,Bens móveis ou Imóveis.
Minha felicidade depende única e exclusivamente de Mim.
Procure se conhecer, de-se uma chance para ser feliz.
Se você se compreender, se amar,se respeitar,com certeza você achara a Felicidade
ass: AES
sábado, 3 de novembro de 2012
Os Filhos que perdi
Os Filhos que perdi
Num asilo de idosos, a jovem observa a senhora sentada tricotando sob a árvore.
Seus cabelos são brancos como neve, os dedos das mãos que tricotam estão tortos
Sofridos pela artite.
A jovem percebe que o olhar da velha senhora é triste e distante.
Como se estivesse num outro lugar, ou talvez num outro tempo.
Vagarosamente aproxima-se da idosa, com um sorriso tímido no rosto.
Ao perceber sua presença, a senhora levanta para a jovem seu olhar perdido..
Naquela tarde, sob aquela árvore, sentada num banco tosco,
a jovem mulher teria uma conversa que jamais esqueceria.
-Boa tarde, como está?
-Bem e você? Quer sentar?
E a jovem sentou-se a seu lado.
-Observei que enquanto tricotava seu olhar parecia perdido, em outro lugar.
-Não em outro lugar minha querida, em outros tempos, no passado.
-Haaa, a senhora tem família?
-Não, perdi meus pais faz muito tempo e depois fui perdendo os irmãos e irmã.
-Mas a senhora nunca casou,nunca teve filhos?
Sim... casei-me muito jovem, e muito jovem também me divorciei.
Tive três filhos.
-Haa, então a sanhora tem três filhos!.
-Não querida, eu tive.... três filhos.
Já não os tenho mais.
-Então seus filhos faleceram?
-Não, estão vivendo... a vida deles.
-Mas a senhora me falou que teve, que não os tinha mais....
-E é verdade. Eu os tive até o ponto em que eles precisaram de mim.
-Hoje eles andam com suas próprias pernas, tem seus filhos, suas famílias, e eu fiquei no passado.
-Sabe... quando envelhecemos, não ficamos apenas com os cabelos brancos.
Junto com a velhice vem as dores, as dificuldades para se locomover.
Você adquire hábitos ao longo da vida, deixa de gostar de algumas coisas, passa a gostar de outras,
quase sempre seus gostos e hábitos não são condisentes com os mais jovens.
Então, você ou eles acabam se afastando.
Como o sol no horizonte.
Ao amanhecer, ele surge vigoroso e aconchegante, aquecendo seu corpo.
Ao meio dia, ele está mais distante, mas focado em você, te iluminando,
ao cair da tarde ele vai desaparecendo no horizonte, até que você não o vê mais.
-Diga-me senhora, foram seus filhos que a colocaram aqui?
-Não minha querida, eles jamais fariam isto.
Na sociedade em que vivemos, filhos que descartam pais em asilos, são mal vistos.
os filhos que perdi jamais fariam tal maldade com eles mesmos.
Vim para este lugar com minhas próprias pernas, eu mesma decidi,
os filhos que perdi,jamais foram á favor, e acham que faço isto para feri-los.
Mas lhe asseguro que não é verdade.
-Mas porque então a senhora escolheu estar aqui?
Porque eu já não suportava a solidão.
-Minha querida, você é casada? Tem filhos?
-Sim, tenho dois filhos adolecentes.
-E onde eles estão agora?
Foram a praia com o pai, eu não gosto de Praia.
E porque você veio passar sua tarde num asilo?
Na companhia de velhos tristes e doentes.
Bem... Eu perdi minha mãe e meu pai logo que me casei.
Os dois morreram num acidentes de carro.
Foi uma perda muito dolorida para mim.
Então eu fico pensando em como eles estariam agora, se estivessem vivos.
E fico triste ao ver que muitos filhos abandonam seus pais em asilos,
e não agradecem a Deus por ainda te-los.
Enquanto outras como eu gostaria de ter meus pais, não os tenho.
A velha senhora descansou o trico no colo,
olhou para a jovem com um sorriso e lhe disse.
-Sabe minha querida, as pessoas acham que aprendem tudo nas escolas e nos livros.
Mas acredite, a vida é nossa maior mestra.É ela que nos ensina.
Veja... você está aqui, porque a vida lhe tirou algo muito precioso.
Muitas vezes nos revoltamos com a vida e até com Deus.
porque não achamos justo o que ela nos dá ou nos tira.
mas creia, a vida nos dá justamente aquilo que necessitamos.
Se você não tivesse perdido seus pais num trágico acidente,
você não seria o que você é hoje.
Seus valores seriam outros.
Se seus pais fossem vivos, e estivessem gozando de boa saúde.
Talvez no dia de hoje, muito provavelmente, você não estaria aqui.
Comigo, sob está árvore tendo esta conversa.
E talvez também nem visitase seus pais, afinal ouvir sempre as mesmas coisas é chato.
Talvez, hoje você estivesse nun shooping, na comapanhia de uma amiga, vendo um bom filme.
Depois sentada numa doceria, conversando sobre os problemas das duas.
Um asilo de velhos, talvez nem lhe passase pela cabeça.
Por isto, não julgue os filhos daqueles que estão aqui.
Eles ainda não tiveram seu aprendizado.
Mas tenha certeza, um dia terão....
A jovem baixou a cabeça, tentando esconder uma lágrima.
A velha senhora arrumou seu trico dentro de uma velha sacola.
Passou as mãos cansadas pelos lindos cabelos da jovem, e caminhou para o refeitório
Onde seria servido o café da tarde.
®Autoria Almerinda Edite Silva
02/11/2012.












